Havia um tempo no Brasil em que os negros eram trazidos da África para serem escravos nas lavouras. A escravidão durou mais de 300 anos e muitas gerações de negros já nasciam escravizados. As condições de vida para os negros durante a escravidão eram desumanas e muitos deles conseguiam fugir, buscando uma vida mais digna. Aos poucos foram formadas comunidades de negros que lutavam por uma vida melhor, eram os Quilombos. Em 1680, um habilidoso negro lidera o maior dos Quilombos que se tem notícia, o Quilombo dos Palmares. Seu nome era Zumbi e ele não aceitava que alguns negros vivessem em liberdade e outros não, então ele lutou contra os portugueses para defender a liberdade de todos. Mas no dia 20 de novembro de 1695 ele é capturado e morto, seu corpo foi exposto em praça pública para que ninguém mais se aventurasse contra a coroa portuguesa.
Nasce aí a lenda de Zumbi dos Palmares, o líder negro de todas as raças, que mostrou ao Brasil inteiro que ninguém deve ser escravizado. Apesar da escravidão ter sido abolida oficialmente em 13 de maio de 1888, a história de Zumbi percorreu gerações, inspirando pessoas de todas as etnias a buscarem sua liberdade. Por isso, em todos os anos, no aniversário de sua morte, todos os brasileiros são convidados a refletir sobre a importante contribuição dos negros para a cultura brasileira e o exemplo de resistência e garra deixado por Zumbi.
Com a passagem do Dia de Ação de Graças, no dia 22 de novembro, aproveitamos para agradecer pela liberdade que conquistamos, reconhecendo que as diferenças entre nós deve ser entendida como algo que nos integra como seres humanos, reforçando a luta pela liberdade de todos, sem preconceitos ou discriminação.
Durante toda esta semana as turmas estudaram sobre as influências africanas na cultura brasileira, terminando a semana com apresentações. Na sexta-feira cada turma trouxe uma apresentação que representava o estudo realizado durante a semana: o 1º A estudou sobre jogos e brincadeiras e apresentou a brincadeira "Escravos de Jó"; o 2º A e 2º C estudaram sobre as palavras de origem africana e apresentaram várias palavras e seus significados, como Zumbi, que quer dizer fantasma; o 3º A e o 1º B estudaram sobre a culinária com os temperos e pratos herdados da África; o 4º B e 4º C pesquisaram o carnaval, uma festa popular com forte influência africana e apresentaram o Maracatu, a festa do carnaval pernambucano; o 4º A pesquisou sobre as músicas com influência africana e montou uma roda de samba no palco; o 3º B falou da hamburguense Raquel Silva, uma artista plástica negra de muito talento e o 5º C apresentou os símbolos negros da estamparia.
Mas o momento mais esperado pelos alunos foi a roda de capoeira comandada pelo Prof. Xoquito. No turno da tarde, ele levou um convidado especial e pudemos ver, além dos alunos, os professores no centro da roda.

Puxa, fiquei emocionada ! Que lindo !
ResponderExcluirNa nossa escola, aqui em Salvador, Bahia, o estado com maior número de negros do país, tb fizemos a culminância do projeto Mãe África, em que trabalhamos a Semana da Consciência Negra, mas aí no Rio Grande, tchê, o brilho não foi menor. rsr. Parabéns, professores, alunos e toda comunidade escolar ! Vejam nosso projeto no nosso blog. Obrigada. Axé !
http://serravallenaafricadosul.blogspot.com.br/