Em 2017, houve um movimento na escola para a comemoração da Páscoa que valorizou as diferenças existentes entre as marcas dessa data na nossa cultura.
Ao mesmo tempo, a Páscoa é uma data religiosa e comercial. Porém, na escola, valorizamos o lado lúdico dessa data, ressaltando aspectos importantes da relação entre as pessoas.
Pensando nisso, organizamos um Amigo Secreto entre turmas. Cada turma ficou responsável por confeccionar um ninho para outra turma e os pais ajudaram enviando doces para o enchimento dos ninhos.
Alunos da FE 5 A anunciando a Caça ao Ninho para o 3º B
Mas, na escola, uma ação nunca é pautada em uma única atividade. Estamos iniciando um projeto coletivo sobre etnias, e as diferentes formas de comemoração da Páscoa, sua história, símbolos e significados culturais foram assuntos abordados nas salas de aula.
Além disso, a ênfase esteve na ideia de oferecer para o outro algo que gostaríamos de receber. Cada turma preparou os ninhos com cuidado e carinho.
No momento da troca, cada turma encontrou uma maneira de chamar os colegas para a Caça ao Ninho. Tivemos cartões, mensagens, visitas e muita alegria.
Independente da religiosidade de cada um, a Páscoa faz parte da nossa cultura. Mais do que ressaltar os preceitos da Semana Santa, temos nesse momento a possibilidade de reflexão sobre a nossa conduta e sobre o impacto dela na relação de construímos com os outros. Para as crianças, mais do que os doces, o envolvimento na construção do ninho, a surpresa ao conhecer outras formaas de viver esse momento, a preparação para a Caça ao Ninho e a alegria de receber um presente cheio de significados representa a verdadeira Páscoa.
Integração de turmas
Essa Páscoa foi um oportunidade para valorizarmos a construção coletiva, onde professores, alunos e pais trabalharam juntos para que fosse um momento feliz, significativo e cheio de aprendizagens.
Um pouco de história...
Jesus
de Nazaré foi tão importante que começamos a contar os anos a
partir do seu nascimento. Ao longo de sua vida, levou mensagens de
amor e perdão através de parábolas cheias de ensinamentos. Dedicou
sua vida aos outros, mas nem todos aceitaram ou entenderam sua
mensagem de caridade e altruísmo. Por isso, conta a história, que
aos 33 anos Jesus de Nazaré morreu na cruz.
Antes
de morrer, Jesus reuniu 12 apóstolos que o acompanharam em suas
peregrinações e aprenderam seus ensinamentos para continuarem com
sua obra mesmo depois de sua morte, foi o momento da primeira
eucaristia, onde Jesus dividiu o pão como símbolo de seu corpo e o
vinho como símbolo de seu sangue, assim, os apóstolos poderiam
continuar com sua obra mesmo depois de sua morte.
Estes
apóstolos entraram juntos na cidade de Jerusalém 1 semana antes da
morte de Jesus. Naquela ocasião, o povo judeu proclamou que Jesus
era o “Rei dos Judeus”, título que desagradou muito as
autoridades da época.
Como
Jesus e seus discípulos falavam diretamente como povo, chamando
todos de “irmãos” e auxiliando quem precisasse, os homens que
governavam Jerusalém decidiram condenar Jesus à morte e naquela
época, a morte era na cruz.
Sabendo
disso antes mesmo de ser capturado, em Jerusalém, Jesus realizou sua
última ceia ao lado de seus 12 apóstolos. Na sexta-feira seguinte,
Jesus carregou sua cruz por entre os fiéis e morreu pregado nela no
mesmo dia. No domingo, aquele mesmo homem crucificado, ressuscitou e
ficou 40 dias entre os seus “irmãos”, para então depois subir
aos céus e ficar ao lado de Deus, esse acontecimento é conhecido
entre os Evangélicos como Ascensão do Senhor.
Após
esse episódio, o povo fiel a Jesus começa a fazer a Eucaristia, com
a hóstia feita de pão e o vinho. Dessa maneira, os católicos se
fortalecem para continuar pregando o evangelho, de acordo com os
ensinamentos de Jesus. Esse acontecimento é comemorado pelos
Católicos, 60 dias após a Páscoa, com o nome de Corpus Christi.
O
período em que Jesus viveu este episódio era uma época muito
festejada pelos judeus, pois representava a passagem de uma vida de
escravidão para uma vida de liberdade. Depois do ano em que Jesus
morreu na cruz, esta data passou a ser celebrada como um momento de
reverência ao sacrifício feito por ele, para que Deus perdoasse os
pecados de toda a humanidade, por isso todos os anos, na sexta-feira
santa, nós deixamos de comer carne, pois ela representa o corpo de
Cristo na cruz.
Profª Daniela Menezes
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